domingo, 21 de fevereiro de 2010

FETO




Ao florir,esparsa ao vento,

a pétala tombou.



A lágrima dos olhos,ao fundo,

feito perfume,verteu.



Dentro dos nervos,

sem a graça de ser livre,

a saudade criou raízes de ausência.



Pupilas dilatadas à luz da primavera,

flor não mais serei.



Como se a vida fosse o que não é,

morri na nua rua outonal de um jardim,

feito parto complicado que não deu certo.



Eternamente feto.



Rosy Moreira

Um comentário:

Carlos Rímolo disse...

Querida amiga e grande poetisa Rosy!!!
Muito lindo e maravilhoso teu Blog. e conteúdos. O Poema é de rara sensibilidade e reflexão. Adorei. Meus parabéns!!!

POETA CIGANO - 06/03/2010

carlosrimolo.blogspot.com