sábado, 10 de outubro de 2009

FLOR IGNEZ





Quando o minuano sopra

a flor repousa confundida entre galhos e céu

numa paisagem derramada e inexistente aos nossos olhos.



Prefere o anonimato da floresta

ao palco iluminado do asfalto.



Aqui fora seu corpo se desmancha

a beleza natural se apaga

escorrendo o verde sangue na veia aberta.



A flor como nós...chora.



Escondendo sua face do negro horizonte

que a fumaça dia após dia

borda sem piedade.



Tem desejos de sensibilizar as pedras.

Uma necessidade de abrir-se

inteira em perfume.



Soltar a voz rasgada em pétalas

como grito desesperado de socorro

que o urbano homem não ouve.



Rosy Moreira
(DEDICAD0 Á AMIGA IGNEZ)

2 comentários:

maju disse...

Perfeito!!!

Ignez Poesias disse...

...neste momento presente,
emociono-me.

isso vale um bj! obrigada querida
amo-te e me fez muito feliz ,mesmo dentro deste momento meio nebuloso,mas ja esta dissiipando as nuvens com esses afagos que ganho de pessoas que tem cheiro de passarinho
ignez